O jogo-treino entre São José e União Suzano, realizado na manhã deste sábado (6) como parte da pré-temporada das equipes, terminou de forma conturbada e durou apenas 45 minutos. O que deveria ser uma atividade técnica de preparação se transformou em um episódio marcado por confusão generalizada, acusações mútuas e interrupção prematura da disputa.
A partida, realizada em campo alternativo do CT da Águia, terminou 0 a 0 no primeiro tempo. Segundo relatos, o clima já era tenso durante os 45 minutos iniciais, com disputas acirradas e algumas faltas mais duras. Ao fim da etapa, uma briga envolvendo jogadores das duas equipes levou a comissão técnica do São José a encerrar a atividade.
Com o Centro de Treinamento da Águia ainda sem vestiários, a logística previa que as delegações utilizassem as dependências do Estádio Martins Pereira antes e depois do jogo-treino. Entretanto, a confusão também repercutiu na saída de campo: integrantes do União Suzano alegam que não puderam retornar ao vestiário para banho e recolhimento de pertences, sendo autorizada apenas a entrada de parte da comissão técnica.
Versão do São José
O São José divulgou uma nota oficial informando que o jogo-treino foi encerrado por “problemas de indisciplina”, sem especificar responsabilidades. O clube reafirmou que a atividade teve duração de 45 minutos e terminou sem gols. Após a interrupção, os atletas que não participaram do primeiro tempo realizaram um treino técnico-tático em campo reduzido.
A equipe ainda informou que o elenco terá folga neste domingo e se reapresenta na segunda-feira à tarde para sequência da pré-temporada.
Versão do União Suzano
Horas depois, o União Suzano publicou um comunicado com acusações graves contra o adversário. Segundo o clube visitante, a briga teria começado após um jogador suzanense ser “verbalmente agredido e empurrado” por um atleta do São José na saída para os vestiários. A nota afirma que a reação do atleta foi motivada por “injusta provocação e agressão inicial”.
O Suzano relata ainda que, após o primeiro desentendimento, outros jogadores do São José teriam se envolvido, ampliando o conflito. A delegação visitante afirma ter sido “encurralada e submetida a agressão generalizada”, mencionando a participação de mais de 40 integrantes do time mandante, em um episódio classificado como “ato de covardia” e “total descontrole disciplinar”.
O clube também critica a postura da direção do São José, alegando que seus atletas foram impedidos de acessar o vestiário para banho e recolhimento de materiais. De acordo com a nota, três seguranças teriam sido posicionados na porta, autorizando apenas a comissão técnica a entrar para retirar os equipamentos da equipe.
Jogo-treino sem imprensa
Por se tratar de uma atividade fechada, a imprensa não teve acesso ao campo nem ao entorno, restando aos veículos a divulgação das notas oficiais para reconstrução dos fatos.
