
A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) representa uma das principais causas de morte súbita em atletas jovens (menos de 35 anos). Esta é uma condição genética que pode se manter silenciosa durante anos e se manifestar tragicamente durante a prática de uma atividade esportiva intensa, ou seja, seu primeiro evento pode ser a parada cardíaca.
A natureza insidiosa dessa condição faz com que jovens aparentemente saudáveis e no auge da forma física possam ser acometidos. A CMH é uma condição em que os músculos do coração, especialmente as paredes dos ventrículos, ficam anormalmente espessas, daí o nome hipertrófica.
O músculo cardíaco tem um crescimento anormal e sem um motivo aparente. O resultado desse crescimento muscular cardíaco pode dificultar a saída de sangue do coração e em algumas situações, causar arritmias graves e fatais como a fibrilação ventricular.
Vale lembrar da morte do jogador Serginho, do São Caetano, que tinha 30 anos, que teve uma parada cardíaca em campo em 2004. A autópsia mostrou a CMH como causa da morte. A genética desempenha um papel crucial nessa patologia e a história de morte súbita familiar (menos de 50 anos), pode ajudar no rastreio dessa doença.
A importância do check -up cardíaco no esporte, principalmente de alta intensidade, vem se tornando cada vez mais essencial.
Exames relativamente simples, como eletrocardiograma e ecocardiograma transtorácicos, podem detectar alterações compatíveis com CMH e outras doenças.
Existem alguns tratamentos específicos e em alguns casos são indicados o implante de um cardiodesfibrilador (CDI) para prevenção. O diagnóstico precoce salva vidas, e para quem tem a doença é fundamental o acompanhamento regular.
