
O São José começou a Copa Paulista empolgando torcedores e críticos. Foram quatro vitórias consecutivas até o primeiro empate, na quinta rodada. O desempenho inicial colocava a Águia como uma das forças do torneio, transmitindo a sensação de que a primeira colocação geral — objetivo assumido pelo clube — estava ao alcance.
Mas o futebol tem seus altos e baixos, e o São José começou a sentir isso a partir da sétima rodada. Curiosamente, depois de vencer o rival Taubaté no Clássico do Vale pela segunda vez, quando parecia consolidado como protagonista, o time entrou em um período de oscilações.
Talvez pelo fato de a equipe ter relaxado em função da classificação antecipada. Essa irregularidade permitiu ao XV de Piracicaba assumir a liderança geral, e a confiança do torcedor deu lugar a alguns questionamentos.
Ainda assim, a campanha joseense na primeira fase foi expressiva. Foram 20 pontos somados — a segunda melhor pontuação entre os 23 clubes participantes — com seis vitórias, dois empates e apenas duas derrotas. O time de Marcelo Marelli terminou como líder do Grupo 4 e dono do ataque mais positivo da competição, com 19 gols marcados. Números que mostram um elenco competitivo e com peças de destaque, como o atacante Rone, vice-artilheiro do torneio com quatro gols.
Do outro lado, o adversário do mata-mata será o São Bento, que chega com uma campanha mais modesta: 11 pontos conquistados, fruto de duas vitórias, cinco empates e três derrotas, ocupando apenas a 15ª melhor campanha geral. No papel, o favoritismo é do São José. Mas a oscilação recente deixa no ar a pergunta: qual Águia entrará em campo nesta fase decisiva?
Os confrontos contra o São Bento estão marcados: o primeiro jogo será na segunda-feira (25), em Sorocaba, e a volta no sábado (30), em São José dos Campos.
Se quiser sonhar alto e brigar pelo título, o São José precisa reencontrar aquele futebol das primeiras rodadas. Afinal, agora é um novo campeonato.
